Intuitividade
Destina-se a publicações de produções textuais de alunos de 4º e de 5º anos.
sexta-feira, 26 de maio de 2017
segunda-feira, 22 de maio de 2017
O ÚLTIMO RETOQUE
O ÚLTIMO RETOQUE
AUTORES: ALUNOS DO QUINTO ANO A DE 2016
Samuel é professor em uma faculdade de medicina e ministra aulas de cirurgia do sistema digestivo. Ele é louro, tem olhos verdes, é alto, magro, mas musculoso, porque frequenta a academia de musculação diariamente.
O prédio da faculdade onde Samuel trabalha é grande, tem cinco andares, diversos laboratórios, salas dos professores, reitoria, auditórios, secretaria, tesouraria, biblioteca, sala de informática, banheiros, cantinas, pátio, piscina, quadras de esportes, estacionamento, etc.
Em uma das turmas que Samuel ministra aulas na faculdade, uma aluna chamada Bianka olha para ele constantemente, insinuando-se. Ela é uma moça linda, cabelos pretos, olhos cor de mel, pele alva, mora com seus pais e um irmão mais novo.
A melhor amiga de Bianka é Giovanna, ela gosta de ler romances policiais e acompanha nos jornais os desvendamentos de muitos crimes. Ela é loura, tem olhos azuis e está na mesma turma de Bianka na faculdade.
Essa turma já está no final do terceiro semestre. Então, os alunos marcam uma festa no recinto da faculdade para depois das últimas avaliações. As duas amigas, assim como a maioria dos alunos, garantem presença.
A festa se desenrola com muita animação. Bianka e Giovanna estão se divertindo muito. Já é madrugada quando Bianka diz para Giovanna que vai ao banheiro. Gionanna diz para a amiga não se demorar porque ela quer ir para casa descansar. Como Bianka demora em retornar, Giovanna decide verificar se a amiga está bem. Vai ao banheiro e não a encontra, então volta para casa sozinha. Pensa que amiga resolveu ficar com alguém e que nem se lembrou de avisá-la, pois isso já havia acontecido em outras ocasiões.
No dia seguinte, Giovanna ainda está dormindo quando o barulho de uma chamada telefônica a acorda. É o pai de Bianka perguntando se a filha está em sua companhia. Ela informa ao pai da amiga que não a vê desde a madrugada, quando esta saiu para ir ao banheiro e não retornou. Diz que voltou sozinha para casa, porque achou que Bianka havia encontrado alguém e resolvera ir para outro lugar para encerrar a noite.
Como Bianka sempre telefona para a família avisando quando irá dormir fora de casa e isso não havia acontecido naquela noite, o pai da moça sente um calafrio e pede se Giovanna poder acompanhá-lo ao local da festa. Ela concorda.
Chegando à faculdade, se dirigem ao local onde as duas amigas se viram pela última vez. Giovanna sente sua curiosidade de detetive aflorar. Começa a vasculhar o ambiente. Entra no banheiro e o examina minuciosamente. Encontra um batom destampado caído num cantinho, perto da pia. Logo reconhece que pertence à sua amiga, porque é importado e igual a um que ela mesma presenteou a amiga depois de uma viagem a Paris.
Ao sair do banheiro, Giovanna depara-se com o ex-namorado de Bianka, Daniel. Um rapaz alto, forte, cabelos castanhos, olhos cor de jabuticaba. Este possui uma moto potente e se veste com roupas características de motoqueiros.
A moça olha para o rapaz intrigada e pergunta:
__ Você... O que faz aqui?
__ Vim retirar um livro para terminar um trabalho e vi o carro do pai de Bianka. O que fazem aqui?
__ Você não sabe?
__ Sabe do que?
__ Bianca não dá notícias desde a madrugada. Você a viu?
__ Vi na festa. Você sabe que não conversamos desde que rompemos o namoro.
__ Sei, mas eu vi você perto dela em vários momentos durante a festa.
__ Sim, mas isso não quer dizer que conversei com ela. Fui embora cedo.
Daniel se despede e sai rumo à biblioteca.
Giovanna quer segui-lo, pois estranha a atitude do rapaz, mas o pai de Bianka chega e pergunta se ela encontrou algo. A moça mostra-lhe o batom e diz:
__ Só isso.
Os dois decidem caminhar pelos arredores a procura de mais alguma pista. Ao olharem em direção à piscina percebem que há algo boiando. Correm até lá e reconhecem o corpo de Bianka. O pai fica desesperado:
__ Não... Minha filha!!!
Giovanna, mesmo chocada, não perde o controle emocional, telefona para a polícia.
Assim que a polícia chega, isola a área e começa e investigar os fatos. Acionam uma ambulância para levar o corpo para autópsia.
Depois de algum tempo, sai o resultado: morte por estrangulamento, não por afogamento. Constatou-se também que a moça sofreu violência sexual e que, só depois de morta foi jogada na piscina.
Enquanto a polícia prossegue com a investigação, Giovanna também procura por evidências. Depois de prestar seu depoimento à policia, vai à casa de Daniel para comunicar-lhe o ocorrido. Durante a conversa com o moço, ela percebe que o rapaz apresenta um arranhão no braço. Detalhe que não havia percebido antes, porque na faculdade ele usava jaqueta de motoqueiro. Então perguntou:
__ O que aconteceu com o seu braço?
__ Eu derrapei com a moto e machuquei o braço nas britas.
__ Quando aconteceu isso?
__ Ontem.
__ Daniel, a que horas você voltou para casa ontem?
__ Não sei. Nem olhei as horas, mas não era muito tarde.
__ Encontramos o corpo de Bianka boiando na piscina da faculdade.
__ Corpo? Não acredito!
Daniel demonstra desespero, mas Giovanna o observa para ver se é verdadeiro. Assim que se acalma, ele pega a moto e vai à casa dos pais de Bianka apresentar seus sentimentos, pois ele conhece toda a família, ia sempre lá durante o tempo em que era namorado da moça.
Ao chegar, encontra Samuel, que também foi apresentar suas condolências. Giovanna chega logo em seguida e diz:
__ Samuel, como ficou sabendo do ocorrido?
__ Na faculdade, vi a movimentação dos policiais e procurei saber o que estava acontecendo. Fiquei chocado!
Giovanna nota que Samuel está com um arranhão no pescoço, mas finge que nada vê. Diz que precisa ir para casa e que voltará logo. Despede-se de todos e, em vez de ir para casa, vai ao (IML) Instituto Médico Legal. Chegando lá, pede ao médico legista que verifique se há algum resíduo sob as unhas de Bianka. O legista atende seu pedido e colhe um material parecido com pele humana.
Giovanna pega esse material, volta para a casa dos pais de Bianka e vê que, tanto a moto de Daniel, quanto o carro de Samuel ainda estão diante da casa que se localiza em um condomínio fechado.
A moça pega o capacete de Daniel e colhe um fio de cabelo, coloca em um saco plástico etiquetado. Faz o mesmo ao colher outro fio de cabelo do banco do motorista do carro de Samuel. Leva esses materiais juntamente com aquele fornecido pelo médico legista a um laboratório e pede urgência no resultado.
Depois de algum tempo, Giovanna recebe o laudo e leva-o imediatamente a policia. O investigador responsável pelo caso agradece sua colaboração e pede que o delegado encaminhe uma autorização de prisão para averiguação.
No dia do julgamento, Samuel está no banco dos réus e revela o motivo do crime.
__ Na noite da festa eu segui Bianka quando ela foi ao banheiro. Esperei até que as algumas moças saíssem, entrei devagar e vi que ela estava sozinha diante do espelho retocando o batom. Pensando em fazer uma surpresa agradável abracei-a pelas costas, mas a reação não foi a que eu esperava. Ela assustou-se, virou-se para mim e disse:
__ O que é isso? Você está louco?
__ Como assim? Não gostou da surpresa?
__ Seu aproveitador! Vou denunciá-lo por assédio sexual.
__ Mas... É você quem vive se insinuando para mim!
__ Você não entendeu nada! Eu só queria provocar o Daniel, fazê-lo sentir ciúme.
__ Não é verdade. Você me quer!
__ Não quero. Você é muito velho para mim!
__ Velho!? Vou mostrar a você quem é velho. Sou melhor do que o Daniel, sua patricinha mimada.
Samuel continuou:
__ Eu a segurei firme, ela tentou se livrar de mim. Debateu-se e me arranhou no pescoço. Nessa hora deve ter deixado cair o batom. Ameacei-a dizendo que carregava um bisturi no bolso e que poderia fazer um estrago em seu rosto se ela não me acompanhasse calmamente. Levei-a para um lugar afastado e escuro. Lá, violentei-a e depois a estrangulei, pois sabia que ela iria me denunciar e eu perderia meu emprego e minha credibilidade construída durante anos de trabalho árduo. Esperei a festa acabar, joguei o corpo na piscina e fui embora.
Giovanna estava lá ouvindo toda a história. Estava feliz por ter ajudado a desvendar o crime, mas muito triste por perder sua melhor amiga.
Samuel perdeu o emprego, sua credibilidade e vai passar muitos anos na prisão.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
terça-feira, 25 de abril de 2017
PROJETO DIDÁTICO - CONTOS DE MISTÉRIO
Professora - Izabel Richetti Pereira
Projeto Didático - Contos de Mistério - Ler e Escrever
Projeto Didático - Contos de Mistério - Ler e Escrever
E.
E. PROF. ALCINDO SOARES DO NASCIMENTO
No quinto ano se espera que os alunos
produzam contos de autoria em parceria ou individualmente, utilizando recursos
da linguagem escrita e do registro literário.
Para repertoriar essas produções, o
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas Ler e Escrever sugere o
desenvolvimento do Projeto Didático “Contos de Mistério” com o objetivo de
trabalhar com os alunos: a leitura, a comparação, a análise de aspectos
linguísticos, a análise dos recursos linguísticos, o discurso, a produção coletiva,
a produção em duplas, a produção individual e a revisão das produções. Dentre
os contos trabalhados, podemos citar: contos de detetive, contos de mistério,
contos de assombração e contos de terror.
Seguindo tais orientações para o
desenvolvimento desse projeto, os alunos produziram um conto coletivo, três
contos em quartetos, dez contos em duplas e oito contos
individuais, os quais estão organizados nesta coletânea para apreciação
de nossa comunidade escolar.
Nesta obra, a lembrança da turma do
quinto ano A do ano de dois mil e dezesseis se configura como objeto concreto
de competência e dedicação. Exemplo a ser seguido pelos colegas que representarão a
Escola em anos subsequentes.
O processo sistemático de leitura e
produção de textos tem início no primeiro ano do Ensino Fundamental com as
produções orais e escrita de textos via memória ou pequenos textos de autoria,
tais como bilhetes e convites.
No segundo ano, a Sequência Didática
“Reescritas de contos de fadas” desenvolve o comportamento de leitor e de
escritor, além de fazer com que os alunos apropriem-se dos recursos discursivos
da linguagem que se escreve.
Em posse dessas habilidades, no
terceiro ano, o Projeto Didático “Quem reescreve um conto, aprende um tanto!”
desenvolve o comportamento de escritor e propicia ao aluno a capacidade de
planejar o que irá escrever, revisar o texto enquanto escreve, além de escolher
uma entre várias possibilidades e rever o que escreveu.
Quando chegam ao quarto ano, o leque
de leituras e estudos é ampliado, e no Projeto Didático “Confabulando com
Fábulas”, a professora pode propor a reescrita de fábulas ou a criação de
textos desse gênero literário, além da produção autônoma de cartas de leitor.
Sendo assim, quando os alunos chegam
ao quinto ano, têm a capacidade de produzir contos de autoria com maior
desenvoltura e criatividade. E é essa capacidade que os leitores terão a
oportunidade de conferir nesta obra.
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